Dia das crianças

Um amor por carros que ultrapassa gerações

Na casa do advogado Pedro Henrique o especialista em quatro rodas é o sobrinho Guilherme, de 14 anos. O filho Pedrinho já segue os mesmos passos e não abre mão de viajar com a família no Golf GTI do pai, que foi escolhido a dedo pelo primo

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postado em 15/10/2018 09:03 / atualizado em 15/10/2018 09:30 Thainá Nogueira /Diario de Pernambuco


Pedro Henrique, Pedrinho e Guilherme compartilham no sangue o mesmo amor pelo mundo automotivo. Foto Paulo Paiva / DP - Pedro Henrique, Pedrinho e Guilherme compartilham no sangue o mesmo amor pelo mundo automotivo. Foto Paulo Paiva / DP
Um estudo revelado no ano passado, pela revista americana Psychology Today mostrou que algumas pesquisas relacionam a testosterona fetal ao interesse de um homem em movimento mecânico. Contudo, nem todos os pesquisadores da área concordam com essa premissa. Exemplo disso é o que acredita a psicóloga Maria Eduarda Santos. “Há uma ampla crença de que nossa identidade de gênero e, logo, de preferências, é o resultado da influência dos pais e da sociedade”, explica.
 
Convicções à parte, a realidade é que a relação de muitas crianças com os veículos é inexplicável. Uma espécie de amor mesmo. Nada de conversas com vendedor, busca de loja a loja ou análises reflexivas. O advogado Pedro Henrique Bezerra só tem um ouvido quando o assunto é a escolha do novo modelo para realizar a troca do seu carro: seu próprio sobrinho. Radical? Não afirmaria isso até então. É que Guilherme Sotto é o maior apaixonado por veículos na faixa dos 15 anos de idade que você vai conhecer. O adolescente é uma enciclopédia do setor e reafirma. “Desde pequeno eu tenho esse apego. É coisa de família mesmo. Todos nós amamos o universo dos veículos e isso passou para mim, sou apaixonado pelos carros”, diz o adolescente.

No auge dos seus 14 anos de idade, há apenas um ano, Guilherme achou o Golf GTI que estampa o artigo. “O carro estava sendo vendido em Alagoas por um colega, que já o conheço por causa do apego pelo setor. Mostrei para Pedro, fomos lá e ele fechou o negócio”, lembra o tio. Pedro Henrique confessa que, inclusive, é o pequeno quem o embarca nas aventuras automotivas. “Ele fica sempre ligado nas novidades e me chama para quase todos os eventos que existem na cidade em relação a carros, sejam novos ou antigos. Inclusive, todos os meses vamos para a exposição que acontece em Casa Forte. É um dos nossos passatempos preferidos”, afirma. Isso refuta a premissa de que criança gosta mesmo é de brincar com brinquedos, no caso do adolescente, o brinquedo é de gente grande mesmo. 

Guilherme lembra que desde pequeno, quando tinha a idade de Pedrinho, filho de Pedro Henrique, 6, a preferência por brincadeiras com miniaturas de carros era latente. E o mesmo acontece com o caçula do advogado. “Pedrinho tem uma coleção de carrinhos e, inclusive, até a miniatura do meu Golf GTI. Quando falo que a gente vai viajar ou passear, ele é o primeiro a se movimentar para ir para o carro, direto para a cadeirinha. Já sei que vai ser mais um entusiasta por esse universo automotivo”, comenta o advogado. Quando perguntado sobre o amor pelos brinquedos, Pedrinho só tem respostas que reforçam a opinião do pai. “Brincar com os meus carrinhos e viajar com o meu pai é melhor até do que brincar com meus piões beyblade”, afirma a criança animada. 

Para a psicóloga Maria Eduarda Santos, essas crianças apaixonadas representam o cenário do futuro do mundo automotivo. “É com esse apego que a gente percebe que com certeza elas vão enveredar para a área. Já que é nessa faixa etária que conseguimos identificar o perfil do futuro adulto”, conclui.

Quem sabe se os pequenos não estarão aqui no futuro escrevendo sobre carros no Diario para vocês?
 
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