Estado de Minas MECÂNICA

Freio de estacionamento também precisa de atenção

Popularmente conhecido como freio de mão e podendo ser acionado com uma alavanca ou um botão, item é essencial e pode evitar acidentes


postado em 17/09/2018 08:09

Você mesmo pode testar eficácia do dispositivo. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press(foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)
Você mesmo pode testar eficácia do dispositivo. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press (foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)
Ele está presente em todos os automóveis. É indispensável, seja em veículos manuais ou automáticos ou de qualquer categoria ou modelo. Estamos falando do freio de mão - melhor dizendo, do freio de estacionamento.

Tradicionalmente acionado por meio de uma alavanca entre os bancos dianteiros e o câmbio, o dispositivo também pode funcionar através de um pedal - como nas picapes - ou através de um sistema elétrico por meio de um botão no console central em veículos mais modernos. Enfim, o item é fundamental para o bom funcionamento do carro - tanto para o fazer imóvel, parado, quanto o inverso. Como outros dispositivos, ele carece de cuidados, pois falhas não estão descartadas de aparecer. Portanto, atenção.
 
Você mesmo pode testar e verificar se o freio de estacionamento do automóvel está eficiente. É simples: no caso da alavanca, puxe-a e observe os “estalos”/“cliques”. Se forem mais do que quatro, dirija-se logo ao mecânico. Em uma descida, você pode pisar no pedal de freio, acionar o freio de mão e em seguida soltar aos poucos o pedal. O automóvel deve permanecer parado ou pouco se movimentar. Se o movimento, no entanto, permanecer, atine-se. Há um problema.

Arthur Rodrigues desconfiou de um possível defeito no freio de mão do seu antigo Chevrolet Prisma ao esquecer de baixá-lo e o veículo ter se locomovido normalmente. “Não fazia diferença - baixar ou não -, o carro andava do mesmo jeito”, disse. O universitário, no entanto, só ficou convicto do defeito ao passar por um perrengue. “Um dia eu fui estacionar numa rampa de uma padaria, puxei o freio de mão, mas na hora quando fui sair do carro, ele saiu andando. Foi o maior desespero na hora”, afirma. Ele conta que freou, colocou o sedã em marcha para não descer e aí percebeu que o freio de estacionamento estava “bem mais mole”, do que o habitual. Levou o veículo para o mecânico: o dispositivo estava com folga. Apesar de consertado, informou que com o tempo o problema voltou.
 
De acordo com o mecânico Bernardino Martins, normalmente há problemas de afrouxamento ou mesmo de quebra no cabo de aço do freio de mão. Neste caso, é necessário fazer a troca. “Tem que substituir por outro”, lembra o profissional da importância da revisão para verificar o item. “O freio de mão é uma das peças essenciais do carro. É uma garantia de que ele não vai descer. É importante observar o chicote e mantê-lo regulado”, afirma. A prevenção pode evitar um acidente. Já lhe passou pela cabeça o risco de estacionar o carro e ele “andar sozinho”?

O mecânico atenta ainda para a forma de manusear o freio de mão. “Não pode puxá-lo muito. Tem gente que puxa bruscamente, com força demais, aí danifica. Pode ocorrer não só o rompimento do cabo mas travá-lo”, conclui. Para também verificar se há ou não problemas, você pode também colocar o carro em um local plano, deixá-lo fora de marcha com a alavanca do freio de mão levantada e aí, então, empurrá-lo. Se ele sair do canto, você já sabe. Outra dica é observar o painel do automóvel. Lá tem uma luz que tanto informa se o freio de estacionamento está acionado quanto se o nível do fluido do freio está em baixo nível. Este último caso acontece quando a luz permanece acesa mesmo a alavanca do freio de mão estando abaixada -  é preciso, pois, completar o nível. E você, já fez o teste do freio de mão? Agora não tem mais desculpas. Atente-se para o item.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação