Nas pistas

Chevrolet Cruz esbanja velocidade

Modelo que dá forma aos Stock Car, é um dos mais esportivos da categoria

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Cruze também disputa no Brasileiro de Marcas, onde corre com a carroceria convencional. Foto: Antônio Meira Jr. / Divulgação - Cruze também disputa no Brasileiro de Marcas, onde corre com a carroceria convencional. Foto: Antônio Meira Jr. / Divulgação
Criada em 1979, a Stock Car corria, inicialmente, com o Opala, que emprestou seu formato aos bólidos por 15 anos. Atualmente, a Chevrolet é a única fabricante presente na categoria, a principal do Brasil, e o modelo utilizado na disputa é o Cruze. Mas o que era real agora é somente inspiração. No início da Stock, os carros ganhavam diversas modificações mas a base era a mesma. Porém, a partir dos anos 2000, apenas o formato da carroceria é do automóvel original. A estrutura é tubular, coberta com chapas de alumínio e uma carenagem feita em fibra de vidro imitando o carro de rua. Basicamente são aproveitados do original a logo da Chevrolet e as lanternas traseiras. Os faróis não existem, são apenas adesivos imitando os do carro de rua. Antes do Cruze, a Chevrolet utilizou as formas do Omega, Astra, Vectra e Sonic na categoria. O produto da vez é um dos mais bem aplicados ao retorno de esportividade que é esperado dele. Além de linhas arrojadas - sobretudo às aplicadas na traseira do hatchback -, debaixo do capô está um dos trunfos do modelo: um motor turbinado. Este propulsor tem apenas 1.4 litro, mas graças à injeção direta de combustível e ao turbocompressor, entrega 150 cv de potência com gasolina e 153 cv com etanol. O torque máximo é de 24 kgfm com gasolina e 24,5 kgfm quando é utilizado etanol.
Aplicativo para smartphone pode abrir as portas. Foto: Antônio Meira Jr. / Divulgação - Aplicativo para smartphone pode abrir as portas. Foto: Antônio Meira Jr. / Divulgação
Quando comparado ao do Stock Car, que utiliza um V8 naturalmente aspirado, também da Chevrolet, de 5.7 litros e que desenvolve 500 cv, o rendimento do propulsor do Cruze parece pouco. No entanto, a potência específica dele é de 109,36 cv por litro. No Stock, essa equação de cavalo-vapor gerado para cada litro baixa para 87,72. A potência pode até crescer e chegar aos 600 cv, mas as chances de quebra aumentam e com isso, os custos. Por isso os 500 cv só são obtidos apenas quando o piloto aciona o famoso botão de ultrapassagem (push to pass). Movido a etanol, este motorzão entrega até 70 kgfm de torque e é domado por um câmbio sequencial de seis velocidades. Fornecido pela XTrac, a mesma que produz as transmissões da F-Indy, ele tem borboletas para trocas atrás do volante. E a única semelhança com o Cruze convencional, em relação ao câmbio, fica no número de marchas. Mas apesar das diferenças estruturais, o peso dos dois veículos é bem próximo. O modelo de competição pesa, com o piloto, cerca de 1.300 kg e, o carro de rua, 1.331 kg. Neste caso a relação peso potência é favorável ao Stock. Nele, cada cavalo-vapor precisa levar apenas 2,6 kg. No Cruze Sport6 LTZ, como o que rodamos, cada cv empurra 8,7 kg.
Chevrolet Cruze original e a sua versão estilizada que da forma a todos os bólidos da Stock Car. Foto: Bruno Terena/RF1 - Chevrolet Cruze original e a sua versão estilizada que da forma a todos os bólidos da Stock Car. Foto: Bruno Terena/RF1
A potência gerada deste motor 1.4 do Cruze é a mesma que os 2.0 aspirados oferecem. No entanto, o torque é superior e o consumo menor. Em nossas avaliações, o consumo urbano com gasolina foi de 12 km/l e na estrada a média ficou em 13,8 km/l. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 9 segundos. CONFORTO Enquanto a unidade avaliada conta até com um sistema que detecta se o carro cabe em uma vaga e faz a baliza, o de corrida nem ar-condicionado tem. Como a temperatura na cabine pode chegar aos 50ºC, o piloto perde até 3 kg em uma prova. Airbags, que somam seis no Cruze, também não são utilizados no bólido, que tem outros recursos - como capacete e cinto de segurança de seis pontos - para garantir a segurança do seu único ocupante. As conveniências do Cruze seguem com o OnStar. Este sistema pode ser utilizado no smartphone, no qual o proprietário pode abrir ou fechar as portas remotamente, localizar o veículo ou receber um alerta de velocidade, por exemplo. Outra comodidade é acionar um botão que fica no retrovisor e ser atendido por um call center que atua como um concierge, que pode reservar um hotel ou informar o melhor trajeto. CUSTOS
Central multimídia é um item de série no Cruze. Foto: Chevrolet / Divulgação - Central multimídia é um item de série no Cruze. Foto: Chevrolet / Divulgação
Um Stock Car não tem um preço fixo, até porque não é vendido como um veículo inteiro. Cada equipe compra as partes separadamente e monta. A JL Racing produz os chassis, que quando ganha toda a cobertura, custa em torno de R$ 300 mil. O câmbio é o segundo item mais caro e tem o valor estimado em $ 250 mil. O motor é um pouco mais barato, seu valor fica próximo aos R$ 100 mil. Já os pneus de 18 polegadas são importados da Turquia e fornecidos pela Pirelli como parte do patrocínio à categoria. Para comprar um Cruze os valores são bem mais baixos. A versão LT, com carroceria hatchback ou sedã custa R$ 96.790. O LTZ, parte de R$ 109.790 com carroceria sedã e R$ 110.790 no hatch, que já tem teto solar de série. Para levar o sistema de estacionamento automático, alerta de colisão frontal, indicador de distância do veículo da frente, aviso de objetos no ponto cego, assistente de permanência na faixa, farol alto adaptativo, banco do motorista com regulagens elétricas e carregador sem fio para smartphone, é preciso pagar mais R$ 8.700. O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA CHEVROLET NÚMEROS: 153 CV é a potência do motor 1.4 turbo do Cruze com etanol 500 CV é a potência do V8 de 5.7 litros do Stock com etanol R$ 96.790 é o preço inicial do Cruze, hatch ou sedã
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