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Waze: comunidade em trânsito

Aplicativo de localização permite a troca de informações entre os condutores e ajuda a melhorar a mobilidade urbana.

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postado em 01/09/2018 08:00 / atualizado em 03/09/2018 14:41
Quem não quer poupar tempo, combustível e se livrar dos terríveis engarrafamentos? Fugir do trânsito travado virou missão nas cidades grandes. É preciso mais do que conhecer a rota de cor e salteado. Instalar aplicativos com tecnologia GPS no smartphone tornou-se quase que necessário. Fundamental para não ficar preso ao trânsito.

Existem vários, com diferentes tamanhos, layouts e ferramentas. Aqui vão alguns: Google Maps; Estacione; TomTom Brasil; Maplink e o Waze. Mas dentre as possibilidades, qual aplicativo baixar? O último. Waze, é o queridinho, quando o assunto é pegar o carro e sair pelas ruas e estradas. Não à toa, está no topo da lista dos aplicativos de GPS mais baixados pelos motoristas e até mesmo por passageiros. Criado em 2008, o aplicativo foi desenvolvido por uma startup mas em 2013 a empresa foi vendida à multinacional de serviços online e software, Google, no valor de 1,3 bilhão de dólares.

Presente nas plataformas Android, IOS, Windows Phone, Symbian e BlackBerry, o Waze pesa pouco mais de 45 megabytes e tem a sua navegação baseada por satélite. O app gratuito fornece dados reais de rotas a partir da conexão em rede de Internet. O motorista pode, inclusive, contar com o serviço de reconhecimento de voz, para não perder a atenção no trânsito, selecionar qual tipo de veículo dirige (táxi, moto ou carro comum), informar se quer ou não passar por vias não pavimentadas, expressa e com pedágio, por exemplo.

Mais do que a navegação de GPS em si, o serviço une participação. É a “Cultura Participativa” - diria o pesquisador de mídia Henry Jenkins - , em que as pessoas não só consomem, mas produzem e espalham conhecimento, informações e ideias na rede. Elas, portanto, deixam de estar numa condição passiva para interagir ativamente.

O legal do Waze é justamente ser um “aplicativo-comunidade”. Isso significa que os próprios usuários podem adicionar dados complementares ao mapa. O app é sinônimo de colaboração. Entre as possibilidades, está a de não só receber informações sobre engarrafamentos, mas a de poder relatar aos outros “wazers” sobre acidentes, congestionamentos, danificações nas vias, pardais eletrônicos e postos de combustível com o menor preço, por exemplo.

O ponto negativo está na viabilidade de também avisar locais com blitz. Júlio César Martins gosta muito de usar o aplicativo de mobilidade por lhe ser bastante eficaz ao mostrar o caminho mais rápido para se chegar ao destino. Vê a ferramenta de comunidade como uma boa função. Acredita que se mais gente aderisse ao Waze, menos congestionamentos haveria. Ele conta, no entanto, que prefere não alertar a presença de policiais em determinados pontos. “Isso pode ajudar quem está com alguma situação irregular a fugir de blitz. Se isso acontecer, eu estaria ajudando essa pessoa. Com isso eu não concordo”, explica. “Porém, se o app for utilizado apenas para a questão do tráfego, ele passa a ser um dos melhores aplicativos”.

Suzana Souza concorda com Júlio. Ela considera necessário levantar o debate entre a comunidade sobre o fato de poder falar onde é que tem fiscalização, por exemplo. “A gente tem que pensar mais a fundo e discutir isso”, ressalta. No mais, acha muito legal o app e diz que sua preferência pelo Waze está exatamente na interação com os outros motoristas. "Eu acho muito legal o senso de comunidade do Waze. Eu prefiro ele a outros aplicativos de localização justamente por ser mais interativo. Para quem vive ativamente da direção é muito legal. Tem um sentimento de não estar sozinho”.

Aparência simples voltada exclusivamente ao trânsito e funções bem específicas - do tipo colaborativa -  fazem do Waze uma ferramenta útil para se melhorar a mobilidade urbana e condição do trânsito no dia a dia dos condutores, ao fugir dos engarrafamentos e, agora, contar também com a opção de dar carona a pessoas com rotas semelhantes ou iguais.

 
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