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Crescimento na procura por sedãs

Montadoras voltam a investir nos carros com a carroceria alongada. Fiat, Volkswagen e Toyota se destacam nesse quesito com lançamentos

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postado em 05/05/2018 15:18 / atualizado em 07/05/2018 14:39 Thainá Nogueira /Diario de Pernambuco

No último mês a Ford anunciou que deixará de vender carros tipo sedã nos Estados Unidos. A informação é peculiar e delicada. É que o segmento é um dos principais no mercado, ficando para trás dos utilitários. E vai contra a maré no cenário nacional. Ao contrário da Ford no país do Tio Sam, as montadoras no Brasil estão cada vez mais investindo nos carros com três volumes. É só parar para pensar que o Virtus e o Cronos entraram em cena no mesmo período e que o Yaris chegará no próximo mês. São lançamentos, carros inéditos, que o brasileiro pode receber como uma nova proposta das montadoras para o consumo nacional: a de carros espaçosos com opções modernas e tecnológicas.

Yaris já é produzido no México sobre uma base derivada do Mazda. Foto: Toyota / Divulgação - Yaris já é produzido no México sobre uma base derivada do Mazda. Foto: Toyota / Divulgação
Yaris

Em setembro a Toyota anunciou que o Yaris entraria em cena. A marca ainda não revelou os detalhes técnicos, como motor e equipamentos, do mais novo integrante da linha. Mas o sedã já é produzido no México, sobre uma base derivada da Mazda. Aqui será fabricada uma nova versão do modelo e, para viabilizar a produção, a montadora fará um investimento de R$ 1 bilhão na unidade de Sorocaba (SP). O carro já é vendido no Chile e por lá ele chega importado da Ásia e com preço que fica na casa dos R$ 57.800 na versão sedã. No coração do carro, a Toyota implantou um motor 1.5 VVT-i a gasolina que rende 106 cv de potência e 14,3 kgfm de torque máximo. Dados de fábrica indicam consumo de 13,6 km/l na cidade e 20 km/l na estrada para as versões manuais e de 13,7 km/l e 19,9 km/l para os modelos CVT.


Configuração de entrada do Virtus conta com motor 1.6 de 117 cavalos. Foto: Volkswagen / Divulgação - Configuração de entrada do Virtus conta com motor 1.6 de 117 cavalos. Foto: Volkswagen / Divulgação
Virtus

A Volkswagen não quis saber de comparações ao lançar o Virtus. É que o automóvel tinha tudo para ter uma associação direta com o Polo, lançado no fim do ano passado. Mas o sedã tem identidade própria, quer ser mais do um “mini Jetta” e tem pretensões ambiciosas, até mesmo de alcançar as garagens reservadas para os sedãs médios. São três versões disponibilizadas pela montadora no mercado nacional: MSI (R$ 59.990), Comfortline 200 TSI (R$ 73.490) e Highline 200 TSI (R$ 79.990). A configuração de entrada é equipada com o motor 1.6 de até 117 cv e câmbio manual de cinco marchas. As versões Comfortline e Highline contam com o conjunto mecânico do motor TSI de até 128 cv e transmissão automática de seis velocidades.


O número reduzido de versões não quer dizer que o cliente não terá muitas opções de acabamento. Os pacotes de opcionais são recheados – a Volks vem adotando essa prática – e podem transformar o Virtus no sedã compacto mais tecnológico do mercado. Mas cobra caro por isso. Com todos os equipamentos inclusos, o modelo passa dos R$ 85 mil, preço de sedã médio com motorização maior.


Configuração de entrada do Virtus conta com motor 1.6 de 117 cavalos. Foto: Volkswagen / Divulgação - Configuração de entrada do Virtus conta com motor 1.6 de 117 cavalos. Foto: Volkswagen / Divulgação
Cronos

O sedã ocupa a lacuna deixada por Linea e Siena, modelos que saíram de linha. Com traços tridimensionais, linhas e sombras, o carro conta com detalhes que agradam o visual da nova gama de veículos da montadora. O preço parte dos R$ 53.990, chega a R$ 69.990 e fica abaixo do Virtus, o qual a Volkswagen comercializa a partir de R$ 59.990. Ao todo são cinco versões. A básica, de entrada, se diferencia da sua irmã maior, a Drive 1.3, apenas pela ausência da central multimídia. As demais versões se diferenciam pela motorização, câmbio e equipamentos. Os faróis contam com assinatura em LED. A grade é cromada e observe que a frente é levemente modificada (grade e friso) em relação ao Argo. O destaque é o amplo porta-malas de 525 litros. É o maior espaço entre os concorrentes. O conjunto mecânico do veículo fica por conta do 1.3 Firefly e do 1.8 E.torQ EVO. As transmissões também variam. Podem ser manual, GSR Comfort automatizada e automática de seis marchas. Essas opções são divididas em cinco versões do Cronos. A 1.3, Drive 1.3 MT, Drive 1.3 GSR, Precision 1.8 MT e Precision 1.8 AT6.

 

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