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Conheça qual melhor tipo de seguro veicular

Dentre as diversas modalidades de proteção para o seu automóvel, vale a pena saber como escolher a que mais combina com o seu orçamento e o seu dia a dia

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postado em 29/10/2018 11:14 / atualizado em 29/10/2018 12:34 Thainá Nogueira /Diario de Pernambuco


Aplicativo informa às seguradoras perfis dos motoristas
 - Peu Ricardo/ DP Aplicativo informa às seguradoras perfis dos motoristas

 
Um contrato que foi feito para nunca ser usado. Eis a grande proposta do seguro veicular. No entanto, é evidente que ele precisa ser respeitado e contar com valores e cláusulas que estejam  dentro da sua realidade. É que não adianta ficar segurado dentro de condições que não são vividas pelo motorista, como mentir a idade, os lugares onde costuma trafegar, ou até onde o carro é estacionado, visando baratear o contrato. Escolher qual a melhor forma de assegurar o seu veículo deve ser visto como um investimento importante, ainda mais no começo do ano quando as despesas começam a ser maiores. “Não existe aquela história de menor seguro, existe o melhor. E é aquele que é mais bem contratado”, explica o diretor regional da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguro) Carlos Valle.

Menos de 30% da população automotiva possui seguro, mesmo com a violência crescente. Talvez o que falta para muitos é comparar as inúmeras possibilidades. A primeira dica é conhecer as coberturas disponíveis em cada proposta de seguradora e elencar aquelas que são realmente necessárias. Depois, pedir o orçamento de cada uma  até achar o que melhor se adequa às suas finanças. A finalidade do carro também deve ser levada em conta. São comuns perguntas como: para que o motorista irá utilizar o veículo? “Se o condutor utilizá-lo apenas para ir ao trabalho e voltar, o valor do seguro pode ser menor se comparado àquele que precisa fazer longas viagens de carro todos os dias”, explica Valle.

 O tempo de utilização é outro ponto importante para determinar o valor final do seguro. “Carros 0km são mais baratos. Até, mais ou menos, o segundo ano de uso, o veículo não sofre tanta alteração no valor. A partir do terceiro ano, o seguro vai encarecendo”, esclarece Valle. Isso porque, quanto mais velho o carro, mais propenso a apresentar problemas.

E, claro, mulheres têm o valor cobrado pelo seguro menor do que homens, já que estatisticamente elas são mais cuidadosas com o carro. De acordo com a seguradora Líder DPVAT, cerca de 70% dos acidentes de trânsito são causados por homens. A idade do condutor também pesa e quanto mais próximo dos 30, 40 anos, menor é o preço.

Em uma simulação, a condutora pode economizar cerca de R$ 150 em relação ao condutor do sexo masculino. Ambos com a mesma idade e o mesmo perfil econômico e social. O estilo do carro pode influenciar no valor final do seguro. Modelos não tão populares ou considerados esportivos podem acarretar em seguros mais caros. O professor Gabriel Vasconcelos possui um Peugeot 2008 e na hora de fazer o seguro não se assustou muito com o preço da garantia. “Era algo que poderia fazer mudar de ideia com relação ao carro, mas achei o valor aceitável. Até porque já utilizei, em outro contrato e em outro veículo, o seguro quando vivi um acidente em que tive perda total com o meu carro. Então, não hesito para fechar um contrato em que o seguro me cubra de todas as possíveis situações adversas”, revela.

Método para avaliação

Visando se aproximar da realidade dos condutores, as seguradoras brasileiras estão utilizando um novo método para avaliar como o motorista dirige e, com isso, analisar os riscos de acidentes para obter o preço de seguro do automóvel e ofertar um bônus. O uso do aplicativo não é obrigatório, mas garante ao motorista descontos na contratação do seguro, pois o sistema possui telemetria que utiliza o GPS do smartphone e se conecta ao veículo para mostrar dados da condução do automóvel, como: velocidade, frenagem, uso de celular ao volante e horários mais frequentes do uso do carro. O sistema de telemetria do aplicativo atribui pontos ao condutor, onde é aferido o risco de colisão ou sinistro.
 
A SulAmérica está entre as seguradoras do Brasil a adotar o aplicativo. Ainda em fases de testes, possuía cinco mil usuários cadastrados até julho deste ano em seis cidades brasileiras.O vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri garante que “além das recompensas pelo modo de dirigir, o motorista ganha presentes como um check-up automotivo grátis”.

Seguro mais caro para motoristas de app

Os milhares de motoristas da Uber e outros aplicativos de transporte de passageiros no Brasil devem ficar atentos. Por ser um carro particular, que também pode ser utilizado para transporte, não pode ser classificado como carro de passeio, portanto os riscos são considerados muito mais altos. Ao se cadastrar no aplicativo Uber, a microempreendedora, Viviane Lopes precisou adquirir o seguro APP (Acidentes Pessoais a Pessoa), que é obrigatório, mas não ficou só com este. “Depois atualizei o seguro do meu carro para enquadrá-lo na categoria correta e dar mais segurança”, explica.
 
Como é um veículo que circula todo dia, em um ritmo intenso e com uma demanda de serviço cada vez maior, existe a preocupação com a segurança de motoristas e passageiros. “Quanto maior a exposição ao risco, maior é o valor do prêmio, e isso serve de alerta para os proprietários de veículos que fazem o uso para transporte remunerado e pessoas”, alerta Carlos Valle, diretor da Fenacor. Por isso é indispensável a contratação de um seguro que contemple um valor adequado de cobertura para eventuais danos materiais em caso de colisões, incêndios e danos a outros veículos.
 
Os valores dos seguros para veículos de transporte remunerado pode chegar a 50% a mais do valor do seguro comum. Mas a relação custo benefício pode sair mais barata. O diretor Carlos Valle explica em um comparativo como assegurar um automóvel na apólice correta pode ser mais vantajoso. “O valor de um seguro normal pode custar cerca de R$ 3 mil, com previsão de rodar 1,5 mil km/mês, sendo assim o custo por km fica R$ 0,16/km. Já o seguro do Uber, no mesmo veículo pode chegar a custar R$ 4,5 mil com previsão de rodar 6 mil km/h. Dessa forma o custo por quilometragem fica R$0,08/km”, explica. Portanto levando em consideração o número de quilômetros rodados de um carro comum e de um cadastrado no aplicativo, os custos ficam mais baratos no segundo. Tem que colocar tudo na balança.

Tem que ser sincero

Alterar o tipo de seguro garante ao motorista a cobertura do dano causado ao veículo independente da quilometragem rodada. “Conversei com alguns donos de carros da Uber que afirmaram fazer o seguro, mas colocam como uso particular. Então alertei que não teria cobertura em caso de sinistro, já que bastaria ver a quilometragem na hora da contratação e no dia do sinistro para saber a finalidade”, lembra Carlos Valle.

Entenda o APP

O seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros é obrigatório para quem quer ser motorista do Uber. A parceira do aplicativo, Marcela Barros, explica como era o processo. “Existem dois tipos de seguro, um no valor de R$ 50 e que cobre somente em caso de morte, outro que custa R$ 80 e que também cobre acidentes e despesas em hospitais, o valor máximo de indenização é de R$ 50 mil”, explica. Porém, Marcela Weber, assessora do aplicativo, informa que a obtenção do seguro obrigatório sofreu algumas alterações. “A partir de julho deste ano o valor da indenização em caso de morte ou invalidez permanente passa para R$ 100 mil e R$ 5 mil para despesas médicas”, esclarece.

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14 de dezembro de 2018