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S10: um novo patamar de picape

Recheada de tecnologia de ponta, a nova S10 ganha o câmbio automático que faltava na versão bicombustível e briga de frente com a Hilux

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postado em 08/07/2017 16:15 Bruno Vasconcelos


Peu Ricardi / DP
 

 

Assim como o segmento dos utilitários esportivos, as picapes médias evoluíram e ganharam uma enorme gama de opções para os mais diversos gostos e bolsos. Há algum tempo, o que se tinha eram três ou quatro marcas com poucas opções de versões. Hoje, novas montadoras entraram no mercado e trouxeram produtos interessantes, como a Fiat Toro. Até a Mercedes-Benz vai entrar na jogada. Quem ganha com essa disputa entre marcas é o consumidor. Isso porque, até mesmo os líderes de vendas precisaram se mexer para não perder espaço. É o que aconteceu com a Chevrolet S10, que está entre as primeiras posições do segmento há muitos anos e acrescentou em sua gama o câmbio automático para a linha bicombustível (flex). Essa novidade foi necessária após a Toyota apresentar tal fórmula na Hilux, a líder do segmento. Nós testamos a nova S10 na cidade e na estrada e o desempenho foi bastante satisfatório.


A transmissão automática de seis velocidades casou muito bem com o motor 2.5 flex de 206 cv de potência e 27,3 kgfm de torque. O conjunto deu um toque de conforto que não é sentido na motorização a diesel. As trocas de marchas são suaves e o motor só é ouvido se você exigir muito do pedal direito.

 

Peu Ricardi / DP
 

 

Quem compra uma picape média com motor flex não pode nunca esperar um trem de força econômico. Mesmo que um dos apelos das montadoras ao acrescentar a transmissão automática seja a redução no consumo (além da comodidade, é claro), o utilitário “bebe” bastante. Abastecida com gasolina, a versão que testamos fez 5,2 km/ litro na cidade e 6,4 km/l na estrada, segundo registro do computador de bordo do veículo. A versão LTZ 4x4 que testamos (a topo de linha) custa praticamente os mesmo R$ 130 mil da versão LT a diesel, que é a mais barata com essa motorização.


Isso quer dizer que o consumidor vai escolher ter uma picape flex “beberrona” recheada de equipamentos de segurança e tecnologia, ou sair da concessionária com um utilitário bem menos equipado, mas sendo puxado pela força, economia e longevidade do propulsor a diesel associado a um câmbio manual de seis marchas.

 

Peu Ricardi / DP
 


Muita gente pode dizer que não pensaria duas vezes: iria na versão com motor a diesel. Entretanto, se você prestar  atenção na lista de equipamentos da versão LTZ, sua opinião pode mudar rapidamente. A topo de linha traz, além dos equipamentos das versões inferiores, partida remota com acionamento do ar-condicionado digital, assistente de partida em rampa, acendimento automático dos faróis, controle de descenso, sensor de chuva, assistente de permanência em faixa, alerta de colisão, bancos com material que imita couro, volante multifuncional, câmera de ré, sensor de estacionamento dianteiro, luzes diurnas de led, central multimídia com tela de oito polegadas e GPS integrado, sistema OnStar, rack de teto e rodas de liga leve aro 18. É muita coisa para um “utilitário comercial”.


Para se ter uma ideia, para levar a S10 com esses mesmos equipamentos, mas com motor a diesel, será necessário pagar R$ 40 mil a mais.

 

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