Comparativo

RS x up! : confira a nossa avaliação dos dois compactos

Juntamos o pequeno da Volkswagen, na sua versão mais disposta, com o esportivo da Renault e avaliamos as suas desenvolturas. Confira!

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postado em 05/07/2017 14:47 / atualizado em 05/07/2017 15:45 Bruno Vasconcelos

São dois dos modelos mais divertidos do mercado nacional  em uma faixa de preço, de certa forma, acessíveis - Bruno Vasconcelos / DP São dois dos modelos mais divertidos do mercado nacional em uma faixa de preço, de certa forma, acessíveis
 

 

Fizemos um comparativo entre dois automóveis que têm a feliz capacidade de fazer abrir sorrisos. Isso em um lugar que sintetiza bem o caos moderno da humanidade: o trânsito. Para quem gosta de dirigir, encarar uma longa viagem atrás do volante é algo prazeroso, desde que esteja no carro certo. Por isso, resolvemos juntar dois dos modelos mais divertidos do mercado nacional  em uma faixa de preço, de certa forma, “acessível”.

Aspirado x turbinado

Sandero RS e up! TSI têm em comum a injeção de endorfina nas veias do motorista ao pisar no pedal direito. Mas as semelhanças acabam por aí. Na motorização, por exemplo, os conceitos são muito diferentes. A Renault se preocupou em transformar seu hatch de entrada em um esportivo de verdade. Daqueles que são melhores de dirigir em uma pista de corrida do que nas ruas da cidade. Para isso, colocou sob o capô um gigante de 2 litros capaz de gerar até 150 cv de potência e 20,9 kgfm de torque. Isso tudo em um carro que pesa apenas 1.161 kg. O resultado não poderia ser outro: um leve toque no acelerador e o você é jogado para trás como se tivesse levando um coice.
Se no Sandero o volume do motor aspirado é que faz a força, no Cross up! TSI, dois fatores são responsáveis por transformar o subcompacto em um foguetinho econômico: o turbo e a injeção direta de combustível. Essa fórmula tecnológica deu ao pequeno motor 1.0 de três cilindros 105 cv de potência e 16,7 kgfm de torque. Tudo isso entregue em baixíssima rotação e num carro de apenas 958 kg. O resultado são acelerações espertas e uma agilidade sem igual entre os carros “mil”.

 

Ambos têm aceleração de 0 a 100 km/h abaixo dos 10 segundos - Bruno Vasconcelos / DP Ambos têm aceleração de 0 a 100 km/h abaixo dos 10 segundos
 

 

Letrinhas miudas
Renault Sandero e Volkswagen up! não seriam, por definição, modelos capazes de abrir sorrisos nem nos mais risonhos consumidores. São hatchs compactos de entrada, sem graça e nem chegam perto de liderar o segmento do qual são coadjuvantes. Porém, umas poucas letrinhas associadas ao nome dos pequenos foram capazes de mudar e muito o conceito dos modelos que nasceram para gerar vendas e não diversão. No caso do francês, as letras RS fizeram a “mágica” de dobrar, não só o volume do motor (de 1.0 litro para 2.0), como também duplicar a potência e o torque. Já no alemão, são as letras TSI que apimentam o já eficiente motor 1.0 tricilíndrico.

Escolha entre a razão e a emoção
Explicamos anteriormente as diferenças técnicas entre os conjuntos mecânicos dos dois pequenos valentes. Agora, vamos descrever a performance dos carros na rua. Motores tão diferentes não poderiam gerar números semelhantes, nem no desempenho nem na eficiência. Verdade que ambos têm aceleração de 0 a 100 km/h abaixo dos 10 segundos (Sandero na casa dos 8s e o up! cerca de 9s), o que é bem interessante para compactos.
No Renault, a arrancada é mais bruta e exige do motorista uma habilidade de piloto para fazer as trocas de marchas extremamente rápidas que o motor exige. Primeira, segunda e terceira marchas passam como uma flecha, quase sem intervalo entre elas. Isso no trânsito do dia-a-dia pode ser até cansativo. A direção pesada também privilegia a esportividade e a velocidade, como também a suspensão dura. Em relação à eficiência energética, o Sandero RS não é um bom exemplo. O primeiro tanque que usamos estava abastecido com etanol e o carro fez uma média de 5,9 km/l na cidade e 6,8 km/l na estrada. Com o tanque cheio de gasolina, a média ficou em 7,2 km/l na cidade e 8,9 km/l na rodovia.
No Volkswagen, as arrancadas também são ágeis. Como o câmbio é um pouco mais alongado e possui apenas 5 marchas, arrancar com o pequeno Volks é tão divertido que no Sandero, mas menos trabalhoso. A proposta do up! é muito mais voltada para a eficiência do que a esportividade. Na cidade a média ficou em 13,9 km/litro, enquanto na estrada passou para 16,8 km/litro - sempre abastecido com gasolina.

 

Os pequenos também se destacam pelo visual - Bruno Vasconcelos / DP Os pequenos também se destacam pelo visual
 

 

Tecnologia
Não se pode exigir de carros que custam entre R$ 55 mil e R$ 65 mil equipamentos de luxo ou tecnologia de ponta que, no Brasil, são encontrados apenas em modelos que passam da casa dos R$ 100 mil. No Cross up! TSI e no Sandero RS, as duas montadoras investiram mais nos aspectos mecânicos do que no conforto ou mimos tecnológicos. Isso é notado principalmente no Renault, onde não se encontra, por exemplo, nem mesmo uma chave do tipo canivete.  No Cross up! TSI, a linha 2018 ganhou equipamentos bem interessantes, como sensor de iluminação com faróis de acendimento automático e sensor de chuva, mas ainda falta uma central multmídia sensível ao toque.

O charme está nos detalhes
Além da pegada esportiva garantida pela mecânica, os pequenos também se destacam pelo visual. Se compará-los às suas versões de entrada então, as diferenças são gritantes. No caso do Sandero, por se tratar de uma versão especial (Racing Spirit), os mimos no desenho são ainda mais caprichados. Nada se destaca mais no Renault dos que as rodas exclusivas dessa versão, que são pintadas de preto e calçadas de “sapatos baixos”. No up!, as mudanças da linha 2018 privilegiaram a família TSI. A tampa preta do porta-malas, característica dos turbinados, ganhou um friso cromado. Na dianteira, destaque para os novos para-choques e também para o friso vermelho entre os faróis “copiado” do Golf GTI. As rodas (aro 15) do Cross up! podem não ter as 17 polegadas que o Sandero RS ostenta, mas também trazem um belo e exclusivo desenho.

 

 

 

 

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