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O clima mudou, e aí? Descubra como a temperatura pode afetar a bateria de um carro

Tanto o frio quanto o calor em excesso são capazes de impactar negativamente no desempenho elétrico


postado em 02/08/2019 17:13 / atualizado em 05/08/2019 14:09

Foto: Gustavo Carvalho/Esp. DP(foto: Foto: Gustavo Carvalho/Esp. DP)
Foto: Gustavo Carvalho/Esp. DP (foto: Foto: Gustavo Carvalho/Esp. DP)
 
Não é raro ouvir alguém reclamando quando há uma mudança no clima. Dores nas articulações, rinites e resfriados são queixas comuns em muitas pessoas quando o tempo vira, mas não são apenas as seres humanos que sofrem com adversidades. Acredite, temperaturas extremas ou mudanças bruscas podem reduzir, e muito, a vida útil da bateria de um carro. Para entender como isso acontece, primeiro é necessário ter uma noção básica de como funciona uma bateria.

Como acontece?

Em um resumo simples, uma bateria é um armazenador de energia. Dentro dela existem placas de chumbo metálico intercaladas com placas de chumbo revestidas de óxido de chumbo IV. Essas placas ficam imersas em uma solução aquosa de ácido sulfúrico. Quando é dada a ignição, ocorre uma reação química entre as placas, que possuem pólos positivos e negativos, e o ácido, liberando energia. A cada vez que o processo ocorre, a solução perde parte do ácido sulfúrico de sua composição, logo, caso não seja recarregada, em algum momento não será mais possível gerar energia.

Além da bateria, outro componente também é responsável pela energia do automóvel: o alternador. Essa peça é ligada ao motor e ao sistema elétrico do veículo, sendo alimentada pelo mesmo combustível que faz o propulsor funcionar. Quando acionada, transforma a energia mecânica em uma corrente elétrica contínua, capaz de aumentar a concentração de ácido sulfúrico e, assim, recarregar a bateria. 

E onde entra o clima nessa história?

Para todo esse ciclo acontecer, é necessário que haja a primeira reação química, mas toda reação somente acontece quando há uma temperatura mínima para que isso ocorra. Quanto mais calor, mais rápido, quanto mais frio, mais devagar. E é exatamente aí que entra o clima. Sempre que a bateria é usada a uma temperatura baixa, menos corrente é produzida. Naturalmente, um carro terá bem menos dificuldade para dar a partida em uma tarde de verão do que em uma manhã de inverno. Além disso, quando está frio, o motor precisa de uma “forcinha” a mais para funcionar, devido ao óleo lubrificante que fica mais denso em baixas temperaturas. Alguns sinais de que a bateria está sendo impactada são oscilações nos faróis, movimentos desconexos dos ponteiros do painel e em casos mais extremos, apagões.

Apesar das baixas temperaturas impactarem diretamente no desempenho da bateria, se engana quem acha que no calor são as mil maravilhas. Assim como no corpo humano, temperaturas extremas, seja quente ou frio, são capazes de provocar danos. Como as reações químicas ocorrem mais rapidamente no calor, mais energia é produzida. Isso pode ocasionar uma sobrecarga e também acelerar excessivamente os elétrons da solução aquosa de ácido sulfúrico, provocando a perda mais rápida da massa ativa, que é formada pelas placas. Na prática, isso significa que a bateria vai descarregar mais rapidamente.

Tem como evitar?

Na prática, não tem como controlar a temperatura do ambiente para sair com o carro, mas cuidados básicos podem ser tomados para aumentar o tempo de vida útil da bateria. Evitar deixar equipamentos eletrônicos ligados enquanto o motor não estiver funcionando, não passar muitos dias o carro parado, e trafegar pelo menos 20 minutos para que o alternador recarregue a bateria podem ser passos simples para uma boa durabilidade. Vale lembrar também os cuidados de praxe, como fazer manutenção periódica no veículo e sempre seguir as recomendações do fabricante.

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