Nostalgia

Conheça o primeiro carro de testes, que funcionava sem motorista na cabine

Modelo foi desenvolvido há 50 anos, e contava com diversos componentes, incluindo um dispositivo de direção e regulador de aceleração, ambos eletromecânicos

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postado em 08/10/2018 16:37 Redação DP AUTO /Diario de Pernambuco
Há exatamente 50 anos, em 1968, a Continental fazia funcionar o primeiro carro sem motorista, controlado eletronicamente, na pista de testes Contidrom, em Jeversen, na Alemanha. Mais de 400 jornais, revistas e emissoras de rádio repercutiram o evento, com manchetes como “O futuro está aqui”, enquanto o público presente se mostrava espantado com a novidade. Mesmo que o automóvel fosse destinado apenas para realizar testes de precisão e qualidade dos pneus, a invenção expandiu limites do mercado, abriu novos caminhos para o futuro, além de influenciar diretamente nos estudos e novas invenções dos dias de hoje.

Em um Mercedes-Benz 250 Automatic, os engenheiros instalaram diversos componentes, incluindo um dispositivo de direção e regulador de aceleração, ambos eletromecânicos, e um sistema de rádio para o envio de relatórios de medição. Por meio de um fio na superfície da pista, o sistema eletrônico utilizou sensores para verificar a direção do carro, ajustando sua ignição de acordo com as curvas. O veículo de teste sem motorista foi desenvolvido para a Continental em parceria com a Siemens, Westinghouse e pesquisadores de universidades alemãs.

O controle eletrônico, sem a influência humana direta, garantia um aumento considerável na precisão dos testes e medições. Desta forma, enviando apenas sinais para o veículo frear, acelerar ou acionar a buzina, os testes indicavam que a Contidrom, que havia sido inaugurada um ano antes, em 1967, estava sendo usada com sua capacidade total pela primeira vez. Além disso, a precisão dos processos possibilitou seu desenvolvimento e novas tecnologias aplicadas na produção dos pneus. Antes, as avaliações eram completamente subjetivas e não possuíam a mesma eficiência.

Durante o desenvolvimento do projeto, os engenheiros da Continental puderam viver experiências memoráveis na época, onde trabalharam na vanguarda de uma tecnologia que, atualmente, se tornou uma das maiores tendências do setor automotivo. Segundo Hans-Jürgen Meyer, um dos integrantes da equipe que trabalhava no projeto, houve uma fase piloto, na qual o objetivo era fazer o carro funcionar durante a noite. “Eu passava toda a madrugada na cabine de comando, vendo os faróis do carro aparecendo e desaparecendo. Em algum momento, eles simplesmente sumiam, o que significava que ele havia perdido o controle”, conta. Desde o início do trabalho, o foco principal do projeto era segurança em casos de acidente.

Ainda segundo Meyer, o automóvel era como um brinquedo para a equipe, pois todos se divertiam e estavam fascinados com aquela invenção. “Para funcionários como nós, o carro até poderia parecer algo comum, mas realmente era um projeto muito interessante e incrível. Para os visitantes de todo o mundo, essa sensação se multiplicava, e eles puderam ver que a Continental estava fazendo algo verdadeiramente extraordinário”, comenta. Em inúmeros eventos, entre 1968 e 1974, o e-car sem motorista foi uma das principais atrações para os visitantes do Contidrom.
 
Fonte: Continental  
 

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