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Motor longitudinal ou transversal: qual a diferença?

Tipo do motor do veículo está diretamente ligado ao desempenho e design do carro

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postado em 06/04/2018 17:02 / atualizado em 06/04/2018 17:10 Gustavo Carvalho
Victor Henrique lembra que o consumo dos motores independe da sua estrutura
 - Thalyta Tavares/Esp. DP Victor Henrique lembra que o consumo dos motores independe da sua estrutura
 
É bastante comum encontrar pessoas que tenham dúvidas sobre qual carro comprar. Por se tratar de um bem que requer bastante cuidado e atenção, alguns fatores, como o financeiro e econômico, precisam ser analisados juntamente a outros que, certamente, irão influenciar no seu uso daqui para frente. Por isso, ter conhecimento de como funciona cada peça do carro que você pretende adquirir é de suma importância, a fim de evitar possíveis problemas no futuro. Entre o grande leque de opções de carros, uma das dúvidas é a escolha do tipo de motor, que pode ser longitudinal ou transversal. Geralmente esses questionamentos são referentes às vantagens e desvantagens de ambos.

O chefe de manutenção da Maxtroc Bosch CarService, Victor Henrique, conta que tanto o longitudinal quanto o transversal possuem benefícios e malefícios. “O consumo de combustível não interfere nos dois. O que acontece é a perda do torque em torno de 20 e 25 por cento no caso do longitudinal, por conta da distância com relação ao câmbio e as rodas”, completa. No caso do transversal, a situação é diferente. Victor explica que o torque é mais preciso ou até maior no momento em que pisa-se no acelerador. “Isso acontece pelo fato do motor e o câmbio serem linear às rodas. O resultado deste conjunto é mais energia a partir do momento em que o carro se movimenta”, reforça.
Automóveis como Opala e Santana eram equipados com motores longitudinais
 - Thalyta Tavares/Esp. DP Automóveis como Opala e Santana eram equipados com motores longitudinais

Além da potência, a diferença entre cada um também é notada em relação ao tamanho, que influencia no conforto interno do veículo. Vitor conta que um motor transversal deixa o carro mais compacto. “Já o longitudinal não permite tal regalia. A instalação dele é feita de frente pra trás, onde o câmbio sempre fica abaixo no piso do carro. Com isso, o capô fica maior, influenciando também na perda de espaço interno”, ressalta. Infelizmente não há como saber quando o motor irá acusar problemas, porém algumas medidas podem ser realizadas a fim de evitar problemas. Victor ressalta que ficar atento quanto às informações contidas no manual do veículo é uma delas. “Faça a revisão do motor a cada 10 mil quilômetros rodados ou a cada seis meses. Ao aplicar algum produto, opte pelos indicados pela própria  montadora. Quando usa-se produtos sem nenhum conhecimento prévio, você pode piorar a situação e até danificar outras peças internas”, conclui.

Vale lembrar que boa parte dos carros de antigamente possuíam o motor instalado longitudinalmente. Modelos como Opala e Santana, por exemplo, possuem o capô mais alongado para abrigar o motor. Desta forma, o propulsor tinha que ficar mais adiantado a fim de permitir a instalação do câmbio e diferencial integrados, como também o maior recuo do eixo dianteiro em relação ao para-choque. A consequência disso é a má distribuição de peso na dianteira no momento em que o motor encontra-se muito à frente do eixo. Já o motor transversal é usado na grande maioria dos automóveis atuais. 

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