
Os componentes eletrônicos são importados da China, que já desenvolveu uma adiantada cultura no segmento, incentivada por uma legislação favorável. Elementos ainda não disponíveis no mercado nacional, como o motor embutido no cubo de roda, controlador (que gerencia a interação entre bateria e motor) e acelerador, foram ajustados para as especificações nacionais. No futuro, com o desenvolvimento do mercado, a tendência é de que esses componentes sejam produzidos no Brasil. Os quadros, entretanto, foram testados e desenvolvidos levando em conta as preferências e ergonomia do brasileiro médio.
FUNCIONAMENTO O principio é simples. Um conjunto de baterias de íon lítio, ou silicone, fornece energia para o motor, camuflado no cubo de roda, que gera impulsão. O segredo é o controlador do sistema. O piloto pode escolher entre dois modos distintos de condução: convencional, movido apenas com a força dos músculos, ou economizar no feijão por meio do Pedal Assistence System (PAS), que permite três regulagens do acelerador. Mais força para subidas acentuadas ou mais velocidade, o modo intermediário para ondulações suaves ou velocidades moderadas, e o modo que interfere minimamente no motor para atenuar a pedalada, em situações de descida suave.
As baterias, porém, funcionam com autonomia inversamente proporcional ao sistema adotado. As bicicletas Ekolev são capazes de vencer rampas de até 15 graus de inclinação somente com o motor, sem ajuda dos pedais. Acima dessa inclinação, o feijão tem que trabalhar para ajudar. A autonomia média das baterias, dependendo da topografia, peso do condutor e velocidade empregada, é de 40 quilômetros. Já a velocidade máxima, no plano, é de 25km/h. O tempo de recarga pode variar entre duas e seis horas para baterias de íon lítio e de quatro a oito horas para baterias de silicone. Ambas em qualquer tomada de 110 ou 220 volts. No painel existe um indicador do nível de carga das baterias para controle do piloto.


A versão Sports tem aros de 26 polegadas e quadro em aço. O peso é de 28kg, com suspensão tanto na dianteira quanto na traseira, que também tem freio a disco. O motor tem 250 watts de potência, com baterias de 36volts e 10 amperes. O câmbio é Shimano e o acelerador tem o sistema PAS. O preço sugerido é de R$ 3.692,54. Recentemente, as bicicletas elétricas foram alvo de polêmica por serem fiscalizadas em blitz de trânsito. A Resolução 315 de 2009, do Contran, estabelece que as bicicletas elétricas, ou cicloelétricos, devem ter retrovisores, farol e buzina, e que a velocidade máxima não exceda 50km/h, equiparando-se aos ciclomotores. A regulamentação de sua condução no trânsito, porém, ficou a cargo dos municípios. Ou seja, até que exista uma padronização, mais polêmica à vista.
Onde comprar
Em Belo Horizonte: Arco e Flecha (31) 4062-0025 www.arcoeflecha.com.br. Informações: www.evolubike.com.br
















