Estado de Minas

Rolimã: Muda o enredo, fica a letra


postado em 19/02/2012 12:21 / atualizado em 19/02/2012 13:32

(foto: Mauro Zaniboni/AGFPontes/Divulgação)
(foto: Mauro Zaniboni/AGFPontes/Divulgação)

O mundo do samba e do carnaval tem um linguajar quase que particular. Curiosamente, o automotivo parece estar ligado ao mesmo linguajar, que se repete em vários quesitos. Por isso, contamos alguns desses termos em comum.

TRIO ELÉTRICO

(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
Em seu significado original, o termo já tem tudo a ver com veículos. Afinal, trio elétrico é o caminhão que leva toda a aparelhagem de som e palco dos shows de rua. No mundo dos automóveis, denomina o trio literalmente elétrico de controles dos vidros, travas e retrovisores. Mas tem marca que afirma que o carro tem trio elétrico, só que dispensa o comando dos retrovisores, substituído pelas travas elétricas. Agora, se o trio elétrico do carro fizer uma fração do barulho do trio elétrico carnavalesco, está na hora de procurar um mecânico.

BREQUE

O samba de breque é a aquele em que a música dá uma pausa, uma parada brusca para valorizar a intervenção do intérprete, sempre cantada de um jeito malandro. A pausa fica clara até no nome, derivado do inglês break, ou pausa. No linguajar dos carros, breque é um termo antigo para designar os freios, de maneira geral. Também servem para dar uma pausa no ritmo.

(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
BATERIA


É o que dá o ritmo ao desfile, marcando os passos de todos. Nos veículos, também está ligada a energia, mas de um jeito bem diferente. É tão indispensável quanto a percussão nas escolas de samba e serve para suprir toda a demanda de energia nos veículos convencionais, seja para acionar o motor ou para luzes e itens elétricos. Os elétricos e híbridos então, bem, esses não vivem sem baterias.




(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
MANGUEIRA


Quem não conhece a famosa Estação Primeira de Mangueira, ou a verde e rosa, como é conhecida pelos íntimos e amantes do samba? Criada em 1928, a Mangueira é presença tão certa na Sapucaí quanto são as mangueiras em um automóvel, que servem em vários sistemas, como os freios, arrefecimento etc.






(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
BLOCO


Os carnavais de rua se tornaram atrações tão disputadas quanto as passarelas do samba. Há bloco para tudo que é gosto, normalmente realizados ao som de marchinhas e com nomes irreverentes. Da mesma forma, o bloco está em todos os carros, sendo considerado a base do motor, integrando cilindros e virabrequim. No Brasil, o bloco automotivo mais popular ainda é o 1.0, que quase sempre peca pelo ritmo.










(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
TAMBOR


É na batida do tambor que todo mundo dança. O tambor está em todo lugar no samba, é só ver o surdo e o bumbo, tocados com as mãos ou baquetas. Da mesma forma, o tambor está na maioria dos carros vendidos no Brasil, onde os freios a disco ainda são mais comuns na dianteira. Só que esses nem fazem tanto barulho, tanto que a Rolls-Royce evitou durante algum tempo recorrer ao chiado dos antigos discos de freio e manteve os tambores.



(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press)
BUZINA


A fanfarra é sinônimo de barulho, inevitável. Para incrementar a atmosfera sonora, sempre tem os foliões armados de cornetas e buzinas daquelas a gás. Não servem para alertar como antigamente, apenas para dar o tom da animação. Da mesma forma, algumas buzinas automotivas são usadas também na animação, no caso o humor do condutor. Mas o princípio geral é outro: o de chamar atenção de outros veículos ou pedestres, tanto que são usadas em vários outros veículos, como trens e embarcações.

MARCHA

Lembra aquelas músicas das quais todos sabem de cor? As marchinhas se enquadram nessa categoria, repetidas à exaustão ano após ano e tocando as agremiações. Da mesma forma, as marchas são as formas mais comuns de tocar um carro. Os elétricos não costumam ser grandes fãs de marchas, já que seus motores têm torque instantâneo, a transmissão não conta com várias relações. Mas a inglesa Morgan, aquela mesma dos carros que são produzidos há mais de 50 anos do mesmo jeito e com a mesma cara, promete para Genebra um conceito elétrico, o Plus E, que investirá nas marchinhas para dar um envolvimento mais esportivo com a condução.

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