Veja mais fotos do Mercedes-Benz SL 63 AMG e do 300 SEL 6.8 AMG de 1971! Como o negócio da AMG é estender os limites, esse poderio pode ser ampliado para 571 cv aos mesmos 5.500 giros, graças ao aumento da pressão dos turbos de 1.0 bar para 1.3 bar. O torque, por sua vez, passa para 91,7 kgfm entre 2.500 e 3.750 rotações. São 27,5 quilos a mais do que o antigo 6.2, uma diferença que equivale praticamente ao torque gerado pelo 2.0 TFSI que equipa o Audi A3, com 28,5 kgfm. Com isso, o tempo gasto na arrancada de zero aos 100 km/h baixa 0,1 s, com a marca de 4,4 s. O limitador eletrônico de velocidade é ajustado para estabilizar nos 300 km/h. Para aguentar o tranco, as rodas são aro 20, calçadas em largos pneus. O câmbio é o singular automático de sete velocidades da marca, que faz uso de uma embreagem no lugar de um conversor de torque.
Uma nobre obrigação
Como tem se tornado comum entre os esportivos, as mudanças foram realizadas de maneira a atender os exigentes limites de consumo e de emissões atuais. O novo propulsor sobrealimentado é 25% mais econômico do que o aspirado, com uma média de consumo declarada de 9,5 km/l. As emissões foram cortadas em 28,5% e se enquadram em 246 g/km de CO2 – dióxido de carbono. Um resultado que pode ser atribuído em parte ao novo câmbio, ao sistema star/stop (que desliga o motor em paradas e o liga automaticamente ao se acelerar) e ao sistema regenerativo de freios, que acumula na bateria parte da energia gerada em frenagens. Tudo dentro do plano da AMG de cortar emissões e consumo em sua linha até o ano de 2015.
Ecos do passado
Para apresentar a nova base motriz, a AMG também recorreu a uma imagem do passado, no caso o 300 SEL em sua clássica versão preparada para as pistas. As referências estão por toda a parte, da pintura avermelhada aos esquemas de patrocínio e ao interior com bancos esportivos e gaiola de proteção, com detalhes de acabamento em madeira como o original. Criado em 1971, o 300 SEL AMG foi apelidado como "porco vermelho", com a sua característica grade e faróis auxiliares que lembravam o animal.
O pesadão, com mais de 1.600 kg, chegou no segundo lugar geral na corrida belga de 24 Horas de Spa-Francorchamps de 1971, sagrando-se vencedor em sua categoria. Um resultado a ser explicado pelo belo motor V8, que teve a capacidade cúbica elevada para 6.8 litros, o que ajudou no incremento de potência de já saudáveis 250 cv da versão civil para agressivos 420 cv. O suficiente para empurra-lo da imobilidade aos 100 km/h em menos de 5 segundos.
Nada mal para recém-criada AMG que, até hoje, tem a filosofia de um técnico para cada motor em sua fábrica em Affalterbach, Alemanha. Ou seja, apenas uma pessoa monta cada um dos motores e se torna responsável pelo propulsor, com direito a sua assinatura. O bólido com nova motorização vai começar a ser vendido no Brasil em janeiro de 2011.
















