Test Drive

Confira as impressões a respeito do Mobi GSR

A união do motor tricilíndrico com o câmbio automatizado deu ao compacto a praticidade que nenhum concorrente tem nessa faixa de preço

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postado em 07/08/2017 13:05 / atualizado em 08/08/2017 15:49 Bruno Vasconcelos

Focando mais no Mobi, a Fiat vem corrigindo erros cometidos no lançamento do subcompacto - Bruno Vasconcelos/DP Focando mais no Mobi, a Fiat vem corrigindo erros cometidos no lançamento do subcompacto
Os subcompactos finalmente estão caindo no gosto do brasileiro. Ver um Mobi ou um up! nas ruas das grandes cidades era quase tão difícil como ver modelos topo de linha de marcas premium. Mesmo que a paixão nacional ainda seja o segmento dos SUVs compactos - e não deve deixar de ser tão cedo -, os pequenos estão ocupando os centros urbanos para cumprir o papel ao qual foram pensados: mobilidade. Volkswagen e Fiat saíram na frente e colhem os frutos dessa aposta. A Renault quer entrar forte nessa onda e iniciou a pré-venda do Kwid com preço de carro chinês (R$ 29.990).

Focando mais no Mobi, a Fiat vem corrigindo erros cometidos no lançamento do subcompacto, como o uso do antigo motor 1.0 de quatro cilindros e a falta de uma versão sem pedal de embreagem. O primeiro passo rumo ao acerto foi a estreia do novo propulsor tricilíndrico na versão Drive no início deste ano. Agora, chegou - para a mesma versão topo de linha (R$ 49.314) - o câmbio automatizado GSR (uma modernização do Dualogic Plus).

O resultado desse casamento entre a agilidade do novo motor e o conforto da caixa automatizada é que você tem um carro que se encaixa em qualquer espaço no aperto do trânsito, com a força dos 77 cv de potência e ainda sem precisar cansar a perna esquerda com o pedal de embreagem.


Testamos o Mobi no dia a dia da cidade e o colocamos na estrada no final de semana. Projetado para os centros urbanos, para o caminho casa-trabalho-casa, o pequeno se sai melhor, de fato, em seu habitat natural. Mesmo tendo boa desenvoltura na estrada, o Mobi peca no desconforto causado pela falta de uma boa ergonomia dos assentos. Uma viagem longa e o motorista sairá do carro com a sensação de ter levado uma surra.

O próprio conjunto mecânico foi pensado para o “freia e acelera” dos congestionamentos. A relação das marchas é voltada para a economia de combustível e são trocadas sempre que o conta-giros alcança as 2 mil rotações. Isso pode ser bom para o bolso, mas deixa a condução do pequeno bem sem graça, entediante. Assim, o consumo na cidade foi de 12,9 km/l de gasolina e 14,1 km/l na estrada.


A solução para acabar com o tédio na condução do Mobi GSR está em um dos cinco botões que compõem o câmbio (que não tem alavanca). O botão “S” acionado faz com que as trocas de marchas fiquem mais distantes, depois das 3 mil rotações. Pode parecer pouca mudança, mas o carrinho se transforma. A agilidade aumenta ao ponto de você pensar que o número de cavalos de potência deu um salto. As trocas de engrenagens da transmissão ficam menos bruscas e o tédio dá lugar à diversão (moderada, mas ela está lá).

Depois de rodar alguns quilômetros com o botão “S” acionado não deu mais para voltar ao modo chato (quer dizer, normal). E o consumo de combustível nessa forma de condução não aumenta ao ponto de fazer você desistir do “S”. Na cidade, a marca foi de 12,1 km/l e 13,6 km/l na estrada. Portanto, fica a dica: aperte o “S” e esqueça que existe outra função. Dessa forma, você vai curtir muito mais seu Mobi.

 

 

Tags: vrum trânsito coluna exercicios ergonomia banco postura

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