Carona

Compartilhar a mobilidade

Com adeptos em vários países, tendência se fortalece no Brasil e traz economia de tempo e dinheiro para todos os usuários

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postado em 09/02/2017 09:00 / atualizado em 09/02/2017 10:54 Gabriela Bento

Audi Share é possibilidade de alugar carros de luxo - Audi/Divulgação Audi Share é possibilidade de alugar carros de luxo
Um dos maiores desafios contemporâneos é a questão da mobilidade dentro de grandes centros urbanos. Mas, ainda que você não consiga abdicar do conforto de um veículo para sair de casa, há algumas alternativas para colaborar com o trânsito da sua cidade: pensar de forma coletiva é uma delas. E não é só o tráfego que melhora, essa iniciativa é amiga do meio ambiente e pode trazer benefícios para o bolso. Afinal, carro dividido é economia compartilhada.


O Pegcar.com, plataforma de compartilhamento, registrou crescimento médio de 25% por mês durante o ano passado. Em 2016, o número de usuários cadastrados superou 12 mil pessoas e foram comercializadas cerca de três mil diárias entre os meses de janeiro e dezembro. Oferecendo a possibilidade de você disponibilizar o seu carro para aluguel ou locar um outro para alguma atividade, o Pegcar permite que todo o serviço seja feito entre pessoas, sem interferência de montadoras.


Existem outros exemplos de plataformas no Brasil, como a Uber, que colocou a opção “pool” no aplicativo e já permite que os usuários compartilhem corridas, dividindo o valor da viagem. Outra empresa que está trabalhando dentro do conceito de coletividade é a Audi. Em novembro, a marca lançou o projeto Audi Share e começou a disponibilizar, em sistema de aluguel, carros premiuns para os funcionários do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, instaladas no condomínio WT Morumbi, sede da Audi do Brasil, na capital paulista. É possível compartilhar A3 Sedan, A4 Sedan, A6 Sedan, Q3 e TT Coupé por hora, dia ou final de semana. Os serviços Audi Share, UberPool e o Pegcar estão disponíveis apenas em São Paulo, sem previsão de chegar ao Recife.
O Grupo Volkswagen também está apostando em um serviço próprio de compartilhamentos para competir com outros softwares no mercado.

 

RECIFE


Na capital, o modelo de mobilidade engatinha, mas há novidades. O edifício Praça das Castanheiras, na Caxangá, irá disponibilizar um carro para ser compartilhado entre os moradores. Para os empresários que estão à frente do projeto, Breno e Salvio Gouveia, existe a tendência em compartilhar ao invés de investir em um veículo.  “Tem gente que não quer mais ter um automóvel. Nós estamos dando uma opção a mais”, explica Breno.
Uma outra forma de desafogar o trânsito é utilizar os  aplicativos que permitem oferecer ou pegar um carona. No Recife existe o Bigu, app criado por estudantes da Universidade Federal de Pernambuco, que hoje atende alunos da Universidade Católica do Recife (Unicap). O aplicativo deve ser liberado para outras instituições no próximo semestre. Viagens também podem ser compartilhadas no Blablacar e também no Bynd, que viabiliza caronas corporativas.

 

Arthur Oliveira dá carona à sua funcionária para otimizar o tempo - Julio Jacobina/DP Arthur Oliveira dá carona à sua funcionária para otimizar o tempo
 

 

Carona à moda antiga

A tecnologia tem facilitado as vidas dos que buscam compartilhar caronas, mas existem aqueles que já dividiam as viagens há muito tempo. O estilo de vida, que tem conquistado muitos adeptos em vários lugares, é uma alternativa para diminuir o número de carros nas ruas e pode também evitar desgaste tanto físico quanto psicológico para os que também utilizam transporte público. E quem ganha com essas escolhas? Todos.
O empresário Arthur Oliveira, 31 anos, contratou Carmem Virgínia, 39 anos, e ainda encontrou uma solução para ajudá-la no trajeto que ela faz para chegar até o escritório. “Ela precisa pegar três ônibus para chegar ou outra opção seria o marido trazê-la para a empresa, mas eu passo quase em frente à casa dela. Então, não custa nada ajudar. Dessa maneira, a gente poupa tempo e também dinheiro”, explica.

 

 

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