Manutenção

Hora certa para troca de óleo

Responsável por reduzir o atrito entre as peças, lubrificante garante a longevidade e o bom funcionamento dos componentes no carro

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postado em 07/04/2016 13:46 / atualizado em 07/04/2016 14:21
O óleo lubrificante automobilístico é classificado em três tipos, sintético, mineral e semi-sintético, este último uma junção dos dois primeiros. “Carros mais novos, com menos de nove anos, utilizam óleo sintético ou semi-sintético. Enquanto automóveis que ainda usam o mineral não são mais fabricados”, esclarece Carlos Alberto, diretor do Center Oil, oficina especializada no bairro do Cordeiro.

O sintético tem a capacidade de lubrificar mais rápido e dura mais. A média é 10 mil quilômetro para realizar a troca de um óleo sintético. “Quando não ocorre a direção severa diminuindo a quilometragem para cinco mil”, explica o especialista. Esse tipo de condução, conhecida como “anda e para”, acontece sempre nos centros urbanos, onde os motoristas precisam fazer várias paradas ao longo do trajeto por conta de semáforos e congestionamentos.

A principal característica do bom óleo é a viscosidade, que com o passar do tempo muda de aparência. Quando isso acontece, o atrito entre as peças aumenta, prejudicando a vida útil e o desempenho do motor, que acarreta em maior consumo de combustível além de danificar a peça.

Como saber
Verificar o nível de óleo no motor é simples. Antes de começar o procedimento é necessário esperar, no mínimo, cinco minutos com o motor desligado. Esse tempo é para que todo o óleo desça até o compartimento, caso contrário o nível pode estar abaixo do real. Depois é só retirar a vareta, limpá-la, colocar de volta e depois retirar novamente. É preciso observar se a marca está entre os indicadores de máximo e mínimo, isso significa que não será necessário completar.

Caso a marcação esteja abaixo do recomendado é preciso checar a situação do carro para saber se completa o óleo ou faz a troca completa. O recomendado é sempre fazer a troca, mas em alguns carros mais rodados é comum o nível abaixar, então completar é o mais aconselhado. No entanto, se a marcação estiver acima do indicado pode haver aumento na pressão do cárter, vazamento ou ruptura de bielas, além do óleo em excesso ser queimado na câmara de combustão sujando as velas e as válvulas, danificando o catalisador no sistema de descarga do veículo.

Se a troca foi realizada há pouco tempo, pode-se completar, porém é preciso seguir algumas precauções antes. O lubrificante utilizado deve ter a mesma base e viscosidade do que já está no motor. Essas especificações estão discriminadas no manual do veículo, mas em um posto de troca especializado é possível encontrar um relação do modelo, ano e tipo de óleo que deve ser usado. Colocar óleos diferentes, jamais, pois a prática pode neutralizar algumas funções do produto e prejudicar o desempenho do veículo.

E os esportivos?
Cada lubrificante tem uma especificidade diferente o que acarreta em preços e tempo de troca distintos. O que pode variar também de acordo com a quilometragem e a fabricação do carro. Para carros de alta performance é recomendado utilizar óleo sintético, porque mantém a temperatura constante independente da temperatura. O que garante uma lubrificação correta dos componentes.

A troca do filtro deve ser feita a cada duas trocas de óleo, mas alguns fabricantes recomendam que as trocas sejam simultâneas, para evitar a mistura do novo com o residual do que sobrou.

Porém, depois de utilizado, esse material se torna um resíduo perigoso que pode causar danos à saúde das pessoas e ao meio ambiente quando mal administrado. Para evitar transtornos, o óleo que não serve mais deve ser rerrefino (processo de recuperar o óleo para sua reutilização), um processo químico que o transforma em óleo mineral básico novamente.

É possível fazer até trocas do óleo sozinho ou em oficinas delivery, que vão até o condutor.
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