Baja SAE

Desafio para construir carros

Estudantes universitários de Pernambuco participam de competição nacional para apresentar os projetos automotivos

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postado em 31/03/2016 11:30 / atualizado em 06/04/2016 16:45 Thainá Nogueira /Diario de Pernambuco
Carros desenvolvidos pelos alunos contam com painel solar, sendo dispensável o uso de baterias comuns - Ricardo Fernandes/DP Carros desenvolvidos pelos alunos contam com painel solar, sendo dispensável o uso de baterias comuns
 
Começa hoje e vai até o próximo domingo em São Paulo a 22ª edição da competição anual Baja SAE. Trata-se de um desafio lançado aos estudantes de engenharia das universidades de todo o Brasil, que oferece a chance de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula no desenvolvimento de softwares e demais requisitos para a construção de projetos inovadores de veículos. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade de Pernambuco (UPE) participam.

Com 30 estudantes ao total, as equipes Mangue Baja 1 e Mangue Baja 2, da UFPE, que conquistaram o segundo e o terceiro lugar em 2015, querem manter a tradição do pódio. Para este ano, eles aplicaram inovações na mecânica dos carros, como a implantação das barras de torção na traseira para aumentar a estabilidade nas curvas, além do desenho da carroceria e dos demais componentes do veículo, desenvolvidos por software de simulação. Júlio Dantas, um dos estudantes, conta que as equipes projetaram os carros utilizando tendências mundiais de sustentabilidade. “Com base em estudos e análises para redução do consumo de combustível e da emissão de poluentes, alteramos as fontes de energia para baterias de lítio-polímero sustentadas por painel solar, menos agressivas ao meio ambiente”, diz.
 
Ricardo Fernandes/DP
 

Mecânica

Além dos protótipos, as equipes são responsáveis pela administração e viabilização econômica do projeto. Os veículos têm como critérios de participação serem de estrutura tubular em aço, monopostos para fora de estrada com quatro ou mais rodas e motor padrão de 10 cavalos. Os carros ainda precisam transportar pilotos com até 1,90 m de altura, pesando até 113,4 kg. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios, chassi são todos projetados e construídos pelas equipes, que têm ainda a tarefa de buscar patrocínio para viabilizar o projeto.

Mudanças

Esse ano teve mudanças no regulamento relacionadas à segurança da prova, que ficou mais exigente. Entre elas, o abastecimento dos carros, que agora deve ser feito antes da inspeção de segurança, além de novas regras para o sistema elétrico do veículo e controle de configuração do motor. O espaço destinado ao abastecimento também muda com a obrigatoriedade do uso de contêineres para o combustível, sistema de reabastecimento, funil e extintor, reforçando a segurança e organização do local.

Para o capitão da equipe Corisco da UPE, Valber Buarque, as mudanças foram estimulantes para a determinação das equipes. “Os veículos são arduamente produzidos ao longo do ano. Contar com mudanças é ter inovação e estímulo nos projetos da competição”, afirma. A equipe vencedora do Baja nacional poderá representar o Brasil na competição internacional que acontecerá no próximo mês nos Estados Unidos.

Prova

Durante a competição são analisados desde a dinâmica dos veículos, quando ultrapassam obstáculos, como a resistência do carro durante a prova, o tempo de aceleração de zero a 30 metros e o desempenho do automotor durante uma corrida com um tempo de quatro horas. Participam do evento todos os anos 74 equipes de 68 instituições de ensino superior e 1.460 estudantes de engenharia das cinco regiões brasileiras, assistidos por professores das universidades.
 
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