Comportamento

Ter atenção e cuidado ao pilotar são medidas sempre necessárias

Agilidade das duas rodas é útil para enfrentar o trânsito, mas é preciso ter pilotagem defensiva e habilidade para não sofrer acidentes

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 21/01/2016 11:58 / atualizado em 21/01/2016 12:22 Thainá Nogueira /Diario de Pernambuco

As motocicletas oferecem fácil acesso e agilidade no trânsito. Quando pilotadas corretamente, facilitam muito o ir e vir. Contudo, muitos motociclistas abusam do uso e o resultado são inúmeros índices de acidentes de trânsito e infrações. Um dos maiores perigos assinalados pelo Detran/PE é o abuso dos corredores do trânsito. Chama atenção, principalmente, por ser um problema facilmente evitável.

Um estudo publicado pela Universidade de Berkeley, Califórnia, nos Estados Unidos, apontou que rodar com motos no corredor, entre duas faixas de trânsito, pode ser relativamente seguro e com menor probabilidade de ferimentos ao usuário. Mas se o tráfego de veículos estiver a cerca de 80 km/h ou menos e o motociclista não exceder 24 km/h acima da velocidade dos carros, caminhões e ônibus.

Como a realidade da velocidade das motos no trânsito brasileiro, ou melhor, recifense, não é essa, cabe a conscientização do uso correto e defensivo ao pilotar as motocicletas. Segundo o analista de trânsito do Detran/PE, Ary Filipe, as motos devem se portar como carros, utilizar as mesmas faixas e as mesmas sinalizações. “O problema é que há uma cultura de que as motos têm que andar no corredor pelos motoristas e quando encontramos um motociclista respeitando as regras de trânsito, os próprios motoristas fazem pressão nele”.

No Brasil, a prática de rodar entre os veículos de moto não é proibida, no entanto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ressalta que todos veículos devem manter distância lateral e frontal, segura entre os seus e os demais veículos. Contudo, principalmente nas grandes cidades, o deslocamento entre os veículos é feito de forma corriqueira e não há restrições para uma velocidade máxima diferenciada nestas situações.

Ainda segundo o analista, outro grande problema é que as pessoas estão no trânsito com as motos sem a habilidade necessária e acabam fazendo o errado sem nem conhecer o certo, apenas por ver todos fazendo aquilo. “Ultrapassar pela direita ou ficar no ponto cego do veículo é algo que nunca pode acontecer. Mas o que mais vemos no trânsito é isso. E sinto que é uma questão que já chega a falta de conhecimento dos motociclistas”, completa Ary.

O professor Torquato Castro, 49 anos, afirma ter uma postura defensiva e anda pelo corredor com a cautela e a consciência necessárias. “A ultrapassagem tem que ser  algo peculiar e não banal”. Ele afirma sentir e ser contra imposição dos motociclistas no trânsito. “As motos já deixam quem pilota vulnerável por si só. Abusar da velocidade ainda é ampliar a insegurança”, comenta.

 

Para o professor Torquato Castro, a ultrapassagem é um recurso peculiar
 

 

Motociclista desde a adolescência, o empresário e corretor de seguros Carlos Valle, 59 anos, toma várias atitudes preventivas de acidentes. “Piloto atento a tudo que faz parte do trânsito: pedestre, carro, caminhão, bicicleta, pedintes. Ao contrário de outros motociclistas, procuro me guardar usando carros como escudo na questão da segurança”, conta. Outra dica do condutor é tornar-se visto pelos motoristas, já que existem diversos pontos cegos nos automóveis. “Evito andar no corredor e quando o trânsito está em movimento redobro os cuidados, me comportando como carro”. Para Valle, motociclista que se preze deve evitar o guidom até se tiver de TPM ou discutido em casa. “Você não deve estar com o humor fora do normal, muito excitado ou impaciente”, finaliza.

 

Carlos Valle utiliza moto desde a adolescência e adota a pilotagem defensiva

 

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
Encontre seu veículo
O ano inicial não pode ser maior que o ano final.
O preço inicial não pode ser maior que o preço final.

Refinar busca

Últimas notícias

ver todas
23 de maio de 2017
22 de maio de 2017