Mercado

Como o mercado reage à crise?

Com queda brusca nas vendas de automóveis, lojistas buscam alternativas. Anfavea aguarda 2016 mais otimista

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postado em 07/12/2015 12:49 Taciana Góes /Diario de Pernambuco

Instabilidade econômica e piora na crise política deixam o mercado automotivo de "cabelo em pé". Afinal, a produção de veículos caiu 33,5% no mês de novembro, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Os pátios das montadoras seguem lotados e a situação é ainda pior no segmento dos usados e seminovos, no qual, mesmo com ofertas atrativas, o crédito está cada vez mais fechado e as negociações mais difíceis de serem operadas.

 

Brasil se prepara para fechar o ano de 2015 caindo mais uma posição no ranking mundial de venda de automóveis - BMW/Brunomooca/Reproducao Brasil se prepara para fechar o ano de 2015 caindo mais uma posição no ranking mundial de venda de automóveis
 


No acumulado do ano, a indústria automobilística teve queda de 22,3%. Enquanto no ano passado, tinha entregue ao mercado 3 milhões de veículos, a realidade de 2015 é de apenas 2,28 milhões de unidades. Aonde isso vai parar? Os estoques seguem altos – 50 dias ou 322 mil unidades. O setor de caminhões é o que está mais grave, na UTI da crise.


Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, o resultado o pior mês desde 2003, em comparação ao período do ano passado. Em novembro, foram emplacados 192,2 mil veículos, quase 100 mil a menos do que os números de 2014, 294,7 mil. O Brasil vendeu 25,2% menos carros, camihões e ônibus do que o ano passado.

Recife
João Andre proprietário da Carros, loja instalada no Shopping do Automóvel da Imbiribeira, está usando alguns atrativos para o consumidor e tem usado muito as redes sociais. "Temos entrado em contato direto através do WhatsApp, por exemplo, e também oferecendo mimos, como rodas esportivas, central multimídia com internet e até garantia estendida", revela o empreendedor.

 

"O Brasil é maior do que esta crise. E a prova é que nenhum centavo de investimento programado pelas associadas foi cortado", afirmou Luiz Moan, presidente da Anfavea
 

 

Para a supervisora de atendimento da Meira Lins, concessionária que vende novos e usados, Laura Araújo, o cliente está mais exigente e a excelência no acolhimento deste, seja na loja, telefone ou email, é fundamental para manter o movimento. "Estamos oferecendo serviço express, explicando com clareza sobre o que está sendo executado, para manter o cliente fiel a marca. E isso tem funcionado", explica.

O mercado brasileiro se prepara para fechar o ano de 2015 caindo mais uma posição no ranking mundial e deverá perder a quarta posição. Tem pelo menos 46 mil trabalhadores do setor parados ou com jornada reduzida, o desemprego está mais acelerado do que um Porsche Cayenne Turbo S - que atinge 100 km/h em apenas 4,1 segundos e faz 284 km/h. Mas, o que esperar de 2016?

"O Brasil é maior do que esta crise. E a prova é que nenhum centavo de investimento programado pelas associadas foi cortado", afirmou o presidente da Anfavea.

O presidente da Anfavea afirma que, de 2012 a 2018, a indústria prevê investir R$ 85 bilhões. "Sabemos que o mercado quer voltar e, na hora que voltar, cada uma quer estar pronta para alimentar este mercado", explica.

 João André diz que o próximo ano é de incertezas, mas ele insiste na criatividade. "Vamos trabalhar mais, recriar, inventar e ouvir mais os clientes. A vantagem de um momento de incertezas é que repensamos como estamos trabalhando", resume André. Para o nosso leitor, desejamos duas palavras: paciência e esperança.

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