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Apareceram bolhas no vidro blindado? Saiba o que fazer

Processo de delaminação reduz proteção dos ocupantes do veículo e pode até anular o efeito de blindagem

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postado em 16/11/2015 12:41 Marília Parente /Diario de Pernambuco


A blindagem funciona assim: o vidro é disposto entre camadas de plástico, como um "sanduíche", e vai ao forno, no qual as altas condições de temperatura e pressão vão fundir todos esses materiais e transformá-los em uma única peça. Com o tempo, quando o material utilizado não tem qualidade, é possível que essas camadas do vidro voltem a se separar e façam com que a proteção perca sua capacidade de atuar. Esse processo recebe o nome de delaminação.

De acordo com Ivo Queiroz Junior, da Full Blindagens, empresa representante da Imbra Blindados, o principal sinal de que está havendo delaminação são as bolhas que começam a surgir nos cantos do vidro. "Quando as camadas começam a descolar, elas passam a formar bolhas de ar, que vão crescendo. Quando elas tomam cerca de 40% do vidro, não há mais poder de blindagem. O impacto da bala vai gerar estilhaços, que podem atingir quem está dentro do carro", explica.

 

Vidros Delaminados/divulgação
 

 

Nesses casos, é preciso providenciar a troca da peça. "Algumas pessoas recorrem a um processo chamado reautoclave, que não indicamos. Através dele, as películas serão unidas novamente no forno. O problema é que a delaminação voltará em aproximadamente 6 meses", comenta Ivo. Há ainda aqueles que optam pelo serviço de retirada da película que formou a bolha. Má ideia, porque o processo costuma retirar a blindagem também. "A substituição dos vidros laterais custa de 4 a 5 mil reais, do dianteiro na faixa de 7 a 8 mil e do traseiro de 6 a 7 mil", complementa.

Compra segura
A única maneira de evitar delaminação no vidro blindado é comprar um material de qualidade. Como os preços não variam muito de produto para produto, fique de olho na garantia. Você vai encontrar empresas que oferecem dois anos e outras que dão dez anos de vida útil à blindagem. Por isso, Ivo Queiroz alerta: "É preciso buscar informações de mercado da marca. É importante checar se a empresa de blindagem tem certificado de registro do exército, responsável por autorizar o serviço de substituição e liberar o Retex, O relatório técnico experimental do vidro".

 Além disso, algumas empresas já oferecem blindagem que não delamina, por preços equivalentes aos produtos comuns. "Nesse caso, a desvantagem é que o vidro é um pouco mais pesado, então o carro fica menos estável. Tem gente que não gosta", diz Bruno da Fonte, proprietário da Afonpe Blindagem.

Tags: fusca

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