Test-drive

Sandero RS: nascido para provocar

Versão esportiva do compacto da Renault é um "tapa na cara" do motorista que não curte acelerar de vez em quando

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postado em 12/11/2015 14:42 / atualizado em 12/11/2015 15:35 Bruno Vasconcelos


As ruas das grandes cidades e as rodovias têm cada vez mais "armadilhas" para flagrar os condutores que desrespeitam os limites de velocidade. Os apressadinhos são lembrados por placas - ou por multas recebidas com muito temor - que as vias urbanas não são pistas de corrida. Mas o que você, defensor do rigor das câmeras, precisa entender que a culpa por acelerar nem sempre é do pé direito dos motoristas. Alguns carros parecem ter sido projetados com um "efeito provocador", que instiga o mais dócil condutor a pisar cada vez mais fundo. "E isso é ruim?", você pode estar se perguntando. Claro que não! Desde que você respeite todos os limites (o seu, o do carro e o da rua), acelerar é diretamente proporcional à emoção sentida diante do volante. E é isso que pode-se sentir com a versão esportiva do Sandero, que ganhou mais do que as letras RS estampadas por todos os lados. O compacto é pura provocação. Não abusar desse franco-romeno de fabricação brasileira é o mesmo que ter a faca e o queijo na mão e ir comer uma maçã. Entenda as razões:

Rebelde sem causa
Mudar o visual de um carro sem alterar sua estrutura não é uma missão muito fácil. Há dois grandes riscos: gastar muito dinheiro e ter pouco retorno ou gastar muito mais dinheiro e deixar seu carango mais enfeitado que um pavão prestes a acasalar. A Renault acertou na mão e, com um belo jogo de rodas escuras de 17 polegadas, uns apliques de adesivos e máscaras no conjunto ótico, conseguiu deixar o compacto "sem sal" com um estilo esportivo e sem exageros.

 

Com belo jogo de rodas escuras de 17 polegadas, a esportividade fica mais ressaltada no RS -  Bruno Vasconcelos/DP/D.A Press Com belo jogo de rodas escuras de 17 polegadas, a esportividade fica mais ressaltada no RS
 

 

No interior as mudanças também foram bem dosadas. Os bancos ganharam revestimento com listras vermelhas e cinzas e o painel recebeu alguns cromados. Mas o que mais se destaca, principalmente se você comparar com a versão de entrada do Sandero, é o belo volante em couro com costuras vermelhas. A montadora francesa deveria, urgentemente, utilizar esse mesmo equipamente (ou algo parecido) em toda sua linha no Brasil.

Pequeno gigante
Ter o visual esportivo muitos compactos de entrada têm. Colocar apliques e crescer as rodas é quase que uma especialidade nacional. O que não é para qualquer um é fazer um modelo que custa menos de R$ 60 mil acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos. Aliás, ninguém tinha conseguido isso no Brasil. O RS (vamos chamar assim para não lembrar que se trata de um "simples" Sandero) consegue essa proeza com o motor 2.0 de até 150 cv de potência (etanol) e 20,9 kgfm de torque.

Lanternas traseiras têm máscara negra e a saída de escapamento embutida no difusor é dupla e com acabamento cromado  -  Bruno Vasconcelos/DP/D.A Press Lanternas traseiras têm máscara negra e a saída de escapamento embutida no difusor é dupla e com acabamento cromado

Testamos o pequeno na cidade e na estrada. Nos primeiros dias de avaliação, dentro das ruas quase paradas do Recife, o motorzão não se mostrou muito necessário. Afinal, para ficar em 1ª e 2ª marchas, a menos de 30 km/h, ter um propulsor de 1 ou 5 litros não faz muita diferença (a não ser na hora de abastecer).

Já na estrada a música muda de tom. Na BR-101 entre o Recife e Natal (RN) – nosso campo de provas informal – foi possível sentir toda a força do carro e a eficiência do câmbio manual de seis velocidades. As trocas são rápidas: o ponteiro do conta-giros mal chega em 2 mil rotações e o indicador de mudança de marchas já aponta para cima. Resultado é que o carro alcança 60 km/h e o câmbio já está na sexta engrenagem. Isso é agilidade e eficiência.

 

 

O fôlego do RS também impressiona. Sobra força em todas as faixas de rotação. Mesmo na última marcha, o carro tem disposição para retomadas bem dispostas, suficientes para ultrapassagens sem esforço.

 O resumo da ópera é que o Brasil finalmente tem um compacto esportivo com preço dentro do padrão nacional (que é absurdo se comparado a outros países). A Renault Sport conseguiu fazer isso sem grande malabarismo, como o uso de turbo ou injeção direta. A marca pegou seu carro mais vendido no país, deu um trato no visual e colocou um motor gigante para puxá-lo. Não tinha como não dar certo.

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