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Escândalo: Renúncia do CEO da Volkswagen mundial

Presidente da Volkswagen deixa o cargo depois de escândalo de motores fraudados

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postado em 23/09/2015 18:19 / atualizado em 23/09/2015 18:32 Redação /Correio Braziliense

AFP - O presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, anunciou nesta quarta-feira sua renúncia em função do escândalo dos motores a diesel adulterados para manipular os controles de poluição. “Estou consternado pelos acontecimentos dos últimos dias. Estou chocado com o fato de que condutas impróprias tenham ocorrido em tal escala dentro Grupo Volkswagen”, afirmou Winterkorn em um comunicado.

 

Frank Augstein / Divulgação
 

 

Seu substituto será escolhido hoje, segundo o Conselho de Fiscalização, que a princípio iria prolongar até 2018 o mandato de Winterkorn. O ex-diretor, que estava à frente da VW desde 2007, se reuniu com os cinco poderosos membros desse conselho na sede do grupo em Wolfsburg, para tirar conclusões da crise.

A Volkswagen admitiu na terça-feira ter equipado 11 milhões de carros em todo o mundo com um software de manipulação de dados de emissões de poluentes. Depois de dois dias, a desvalorização dos papéis da maior montadora do mundo chegou a 35% em relação à sexta-feira, quando estourou o escândalo. Mas, nesta quarta, o papel da Volkswagen na Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 5,19%.

A espiral do escândalo atingiu vários países do mundo. A Itália anunciou que vai iniciar uma investigação, a França pediu uma apuração europeia e a Coreia do Sul convocou dirigentes da VW para esclarecimentos. O governo alemão ordenou um controle minucioso de todos os modelos da marca Volkswagen.

O caso foi descoberto nos Estados Unidos, que na última terça anunciou a abertura de uma investigação penal. Os softwares fraudulentos detectados em modelos das marcas VW e Audi nos Estados Unidos podem estar presentes em outras filiais, que conta com marcas como Seat, Skoda e Porsche.

A Volkswagen anunciou também que gastará 6,5 bilhões de euros no terceiro trimestre do ano para enfrentar as primeiras consequências do caso. Isso levará a empresa a ajustar suas metas de lucro para 2015.

“Apresento profundas desculpas aos nossos clientes, autoridades e a opinião pública por esta falta”, acrescentou o CEO, que indica não possuir neste momento "as respostas para todas as questões".

A justiça alemã abriu uma investigação preliminar ligada às acusações de manipulação das emissões de veículos, segundo um comunicado na promotoria de Brunswick. Em Berlim, a chanceler Angela Merkel chamou o peso pesado da indústria alemã, orgulho nacional com estreitos laços com a capital, a agir com “total transparência” sobre este caso.



EUA

Nos Estados Unidos, o diretor-executivo da Volkswagen America, Michael Horn, admitiu que "nossa companhia foi desonesta com a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) e com o comitê de Recursos do Ar da Califórnia, com todos vocês (...) 'ferramos tudo". Horn prometeu "consertar as coisas com o governo, com o público, com nossos clientes, nossos empregados e também, mais importante, com nossos distribuidores".

A Comissão Europeia considerou "prematuro" adotar "medidas de vigilância imediatas" na Europa após as revelações sobre os controles de emissão de poluentes fraudados.

A Volkswagen, que poderia ter de pagar até 18 bilhões de dólares em multas apenas nos Estados Unidos, sem contar os custos de eventuais processos judiciais, reservará 6,5 bilhões de euros de suas contas do terceiro trimestre (julho-setembro) como precaução.

A medida deve provocar um rombo considerável no lucro anual da gigante automobilística, que teve 200 bilhões de euros em receitas em 2014 e tem 600 mil funcionários no mundo todo.



Algumas pessoas na Alemanha já começam a se preocupar com o descrédito que pode afetar o "made in Germany" e o prejuízo para a indústria como um todo, pilar da economia e um fator essencial do sucesso na exportação.

Tags: mercedes

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