Test-drive

Golf GTI: destinado a adultos

O Vrum adverte: dirigir o Golf GTI é altamente viciante e devolvê-lo pode gerar quadro de depressão

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postado em 24/08/2015 11:33 Bruno Vasconcelos

Quem trabalha no setor automotivo dentro das redações provavelmente já ouviu de colegas de profissão de outras áreas, que nosso trabalho é muito bom, afinal, estamos sempre com alguma máquina diferente na garagem. Realmente, para quem curte carros e gosta de dirigir, trabalhar na área das quatro rodas é unir o agradável ao muito agradável. Porém (sempre existe um porém), há uma situação que faz o coração do jornalista automotivo ficar apertado: a hora de devolver um supercarro. Isso aconteceu recentemente quando testamos o Golf GTI. Acelerar o esportivo da Volkswagen é algo que você gostaria de fazer pelo resto de sua vida. Mas, em algum momento, é preciso deixar que outros "coleguinhas" do setor também o teste, ou seja, é preciso desapegar.

A cor preta deixa o esportivo da Volkswagen mais discreto - Paulo Paiva/DP/D.A Press A cor preta deixa o esportivo da Volkswagen mais discreto


Se você nunca dirigiu um Golf GTI talvez ache exagero ler todo esse drama. Por isso, vamos tentar descrever aqui as razões para tal sentimentalismo. O hatch médio da Volks é um dos automóveis mais vendidos do mundo. A sua sétima geração, lançada em 2013 e atualmente nas ruas, fez o carro ser eleito, quase que por unanimidade entre os especialistas de todo o planeta, como o melhor do mundo naquele ano.

Até mesmo o consagrado "mala" Jeremy Clarkson, que apresentava o programa Top Gear na rede BBC e é considerado um dos maiores nomes do setor - apesar de sua chatice declarada por sempre tender para os carros britânicos -, cravou o Golf na versão GTI como um dos melhores automóveis que se pode ter na garagem.

A razão dada pelo jornalista inglês para essa escolha é simples e vale ser replicada. Segundo Clarkson, o Golf GTI é "perfeito" simplesmente porque é capaz de te dar o prazer de um esportivo de dirigibilidade impecável sem que você sinta que está andando com uma melancia pendurada no pescoço.

Olhares

Dirigir Ferrari, Lamborghini, Jaguar, Porsche ou modelos de alta performance de montadoras mais "modestas", como Mercedes, Audi e BMW é muito bom. Não há como negar. O porém (lá vem ele de novo) é que se você não quer chamar a atenção de todos a sua volta, acelerar tais máquinas vai tornar essa missão impossível. Por onde você passar os pescoços vão virar, os celulares serão apontados em sua direção para fazer uma foto "flagra" e, inevitavelmente, você será reconhecido. O Golf GTI garante uma performance esportiva bem próxima a de supermáquinas sem tanto assédio, ou seja, sem a melancia pendurada no pescoço.

A lanterna é toda em LED e a saída do escapamento é dupla  - Paulo Paiva/DP/D.A Press A lanterna é toda em LED e a saída do escapamento é dupla


Claro que o hatch médio apimentado da Volks nem sempre passa despercebido. Além de não ser invisível, o Golf tem seus atrativos visuais que garantem alguns olhares, principalmente daqueles que são apaixonados por carros e que tem o modelo como um sonho de consumo.

Ingredientes para o sucesso
A fórmula do sucesso do Golf a Volkswagen não vai revelar - da mesma forma que a Coca-Cola esconde muito bem o segredo do seu sabor. O que podemos dizer, após alguns dias rodando com o GTI pelas ruas do Recife, é que há uma vasta combinação de "sabores" que resulta numa experiência única.
O ingrediente principal dessa receita é o conjunto mecânico. A união do motor TSI 2.0 turbinado de 220 cv de potência com o eficiente câmbio DSG de dupla embreagem e seis velocidades é perfeita.

O desempenho esportivo é garantido pela ótima relação peso/potência, afinal, são 220 cv para 1.317 kg. Outra relação interessante é da potência/cilindrada, que despeja 110 cv para cada litro do propulsor. Somando esses números com 35,7 kgfm de torque, o resultado é uma patada no peitoral te jogando contra o banco a cada acelerada mais ousada. Se isso for feito com o modo sport ligado, esteja preparado para sentir um coice a cada arrancada. A força é tanta que os pneus gritam de felicidade com tanta tração.

Mesmo sendo o conjunto mecânico a "cereja do bolo", outros atributos garantem a paixão que o GTI ocasiona a quem o dirige. O acerto da suspensão privilegia a esportividade, como não poderia ser diferente. Mas, diferente de outros "apimentados", o alemão da Volks absorve um pouco (bem pouco mesmo) as imperfeições do asfalto, o que garante uma vida mais longa a sua coluna. Os assentos e a posição baixa de dirigir só aumentam a diversão.

 A versão que testamos tinha tudo o que a montadora oferece de opcionais: o tal pacote prêmio mais o teto solar. Sinceramente, até mesmo sem todos esses mimos - como a tela sensível ao toque do bom sistema multimídia com um sensor que nota aproximação do seu dedo - o GTI ainda seria um dos melhores carros para se ter.

O porém (esse é o último, prometo) é o preço que a Volks cobra devido à fama que o modelo ganhou. O Golf GTI parte de R$ 111 mil, mas com os extras passou para absurdos R$ 150 mil. Ver esse preço é tão dolorido quanto foi ter que devolver o carro depois do test drive.

Tags: brasil

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