
mundo, chegando a 241km/h.
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O esportivo longo e assentado introduziu elementos comuns nos futuros Jaguares, como o capô sem fim e a cabine recuada, quase sobre o eixo traseiro. O capô, que se abria junto com os para-lamas, embalava o conhecido motor 3.8 de seis cilindros em linha, que desenvolvia 269cv de potência e 36kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual de quatro marchas, que possibilitava ao E-Type chegar aos 100km/h em 7s. Era um bólido acessível, já que custava 2.256 libras esterlinas, quase a metade do preço de uma Ferrari ou um Aston Martin. Em 1964, o motor aumentou para 4.2 litros, o que ampliou o torque para 39,3kgfm. Na ocasião, o câmbio ganhou primeira marcha sincronizada e os bancos ficaram mais espessos, entre outros detalhes. Em 1965, aparecia um 2 2 de entre-eixos alongado, que introduziu a oferta de câmbio automático.

GORDURINHAS Essa primeira fornada foi até 1968, quando o Jaguar foi contra o espírito revolucionário do ano e se tornou mais convencional. Ficaram para trás a cobertura dos faróis (retirada em 67) e os três limpadores de para-brisa. Os para-choques minimalistas deram lugar a outros envolventes. Atrás, as lanternas ficaram maiores, assim como as setas dianteiras. Tudo para atender a legislação americana, já que o país era o mais importante mercado do Jaguar. As leis também mexeram no interior, que perdeu as chaves de comando aeronáuticas e adotou interruptores mais práticos. Outras mudanças vieram para consertar defeitos. A grade maior melhorou a ventilação deficiente do motor e os bancos ficaram mais confortáveis. Em matéria de conforto, o carro ganhou ar-condicionado e direção hidráulica.
O Jaguar começou a assumir de vez a faceta de grand tourer na terceira série, que foi de 1971 ao final de 1975. Maior e mais confortável, o E-Type ganhou corpo e capacidade para levar quatro pessoas com um pouco mais de conforto. O motor já era o V12 5.3, de 276cv e 42kgfm, que o levava aos 100km/h no mesmo tempo de antes, só que com redução da velocidade máxima para 229km/h. Pudera, enquanto o primeiro S1 tinha 1.239kg, o V12 acumulou gorduras, pesando 1,5 tonelada. Talvez por isso e pelo sabor de novidade, a primeira série foi a mais vendida, com 38,4 mil unidades; contra 18,8 mil do S2; e 15,2 mil da S3. O espírito confortável serviu de tônica para o sucessor XJ-S, que já nasceu como grã-turismo em 1975.

MITO Aos 50 anos, o clássico ainda mexe com as cabeças. O aniversário será comemorado em grande estilo no Salão de Genebra, em março, e também em eventos de antigos, como o festival inglês de Goodwood e o encontro norte-americano de Peeble Beach, na Califórnia. O apelo do E-Type é tão grande que motivou o colecionador britânico Ray Parrott a comprar um lote de peças que sobrara da produção. Entre duplicatas, as peças respondiam por 95% de um Jaguar completo. Era o bastante: em 2008, Parrott apresentou um E-Type, estalando de novo, somado aos 72.529 produzidos originalmente.

















